Café de rainha

Hoje ELA cantou Noel Rosa, mas prefere as irmãs, Linda e Dircinha Batista. Anotei para o próximo encontro. Fez atividades de memória semântica, visual e orientação espacial.

 Elogiei sua caligrafia caprichada para tão pouco estudo. Bem melhor que a minha. Contou sobre a mãe e de quando tinha quatro anos e vieram de navio de Portugal para o Brasil... Mostrou bordados do enxoval e, depois da produção cognitiva, o final com chave de ouro. Ou melhor - xícara de ouro. Foi retirada, cuidadosamente, da cristaleira. Uma joia. Parte do jogo que ela ganhou de presente no casamento, há mais de sessenta anos. O café - do jeito que gosto - Quente. Puro. Forte. Sem açúcar. Na xícara mais linda que já vi na vida. Me fez sentir rainha... Lá fora, a noite fria. Chuvisco espetando no rosto. Tudo, harmoniosamente, perfeito!

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