Tem tarefas chatas que vamos adiando ao máximo. Hoje chegou o dia de algo que já procrastinei por um tempão: papar bolinhas. Fala sério! Olhava uma manta xadrez daquelas que cobrem o sofá repleta de bolinhas. Simples bolinhas, mas que a tornavam envelhecida, desbotada e sem graça. Faz tempo que comprei um papa bolinhas pensando na utilidade que teria para renovar algumas peças ou roupas.
Lá vou eu testar as pilhas, esticar a manta xadrez que parecia sem fim e me entregar à missão de sacar bolinhas. Depois dos primeiros quadrados, que pareciam intermináveis, confesso ter sido tomada por total calma e relaxamento. Descobri o quanto terapêutico pode ser papar bolinhas. Ver o reservatório enchendo, enchendo, criando um novelo de milhões de bolinhas... Que lindo! Ganhei ânimo para tirar cada vez mais e mais. Assim foi boa parte da manhã, nessa missão que parecia tão boba. Mas à medida que via as cores da manta reacenderem, fiquei simplesmente motivada e satisfeita. E nem foi tão chato assim... Foi quadrado por quadrado. Me entusiasmando. Ao mesmo tempo, me envolvi vendo o filme da Cinderela.
Prestei atenção em frases que passaram batido nas outras vezes como: “o maior risco é se apresentar como você realmente é” - quando o príncipe vai em busca da dona do sapatinho de cristal. Ou na frase que norteou a busca da borralheira: “tenha coragem, seja gentil e tudo poderá acontecer” ... Em dado momento raciocinei que se tudo voltou ao estado original quando acabou o encanto à meia noite, por que o sapato de cristal não voltou a ser o velho sapato? E o que importa? Se a gente quer ver, mesmo, é o “foram felizes para sempre”. Sentir a magia de que as coisas podem acontecer se acreditarmos nelas. A fé que nos move... A manta uma beleza.
De cara nova. Seu xadrez ganhou vida e cor sem bolinhas. A tarde continuou tranquila. Outro filme e mais outro... Bem acomodada, no sofá, a manta me confortou e assistiu comigo. Nada de “bolinhas” para atrapalhar na cabeça
Prestei atenção em frases que passaram batido nas outras vezes como: “o maior risco é se apresentar como você realmente é” - quando o príncipe vai em busca da dona do sapatinho de cristal. Ou na frase que norteou a busca da borralheira: “tenha coragem, seja gentil e tudo poderá acontecer” ... Em dado momento raciocinei que se tudo voltou ao estado original quando acabou o encanto à meia noite, por que o sapato de cristal não voltou a ser o velho sapato? E o que importa? Se a gente quer ver, mesmo, é o “foram felizes para sempre”. Sentir a magia de que as coisas podem acontecer se acreditarmos nelas. A fé que nos move... A manta uma beleza.
De cara nova. Seu xadrez ganhou vida e cor sem bolinhas. A tarde continuou tranquila. Outro filme e mais outro... Bem acomodada, no sofá, a manta me confortou e assistiu comigo. Nada de “bolinhas” para atrapalhar na cabeça





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