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Por que ou por quem elas rolam?

Por que ou quem elas rolam? Motivos não faltam. Vou falar de um que chegou sorrateiro. Veio formando um "laguinho" no canto dos olhos, que arderam, querendo escorregar. Foi numa noite, quase madrugada. Fiquei hipnotizada com a batuta e mãos do maestro Isaac Karabtchevsky, regendo a Orquestra Sinfônica Heliópolis do Instituto Baccarelli. Gestos e expressão tão suaves que tocaram na alma... Quando ele falou da perda da filha de 11 anos e sua identificação com Gustav Mahler, que sofreu perda semelhante, então, desabei . Disse ele que chora por dentro. Música redentora. Ele trouxe Villa-Lobos... Guilherme Tell de Rossini...Ravel... Tanta emoção, regida divinamente. E quando vem emoção, assim, de surpresa, tem gosto de encantamento, solidariedade, empatia... Dá vontade abraçar. Sinto muito isto quando ouço sofrimento no consultório. Dá vontade abraçar. Vem calor no peito. Feito o ET quando se despede do menino e dá um abraço do outro mundo. Eu abraço, também. Gosto disto. É diferente daquelas emoções
que vem das mazelas e impotências que paralisam.
Como as violências da atualidade, envolvendo crianças e vulneráveis. Deixarei essas para outra hora. Gosto das emoções que chegam quietinhas, quentinhas, solidárias, humanizadas. Que fazem rolar. Elas chegam quase doces de tão sentidas – Lágrimas.
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