Estou feliz com um certo progresso. Em curto espaço de tempo, consegui chegar ao terceiro livro da Clarice. Pego antes de dormir e me imponho alguns capítulos. Agora, chegando ao final do “Paixão Segundo GH”. Para quem, como eu, tem total aversão a baratas, está sendo um grande desafio. A descrição que ela faz do contato da protagonista com a bichinha é bizarra e surpreendente.
A gente se coloca no lugar, (ora da protagonista, ora da barata), e vai encarando a dita cuja, sendo tomada pelo asco de enfrentá-la, tocá-la e, muito pior, provar seu sabor. A Clarice tem toda uma maestria na narrativa poética existencialista. A náusea pode representar a angústia que antecede a epifania e resulta na dolorosa sensação de fragilidade da condição humana. E a leitora, aqui, está se deixando conduzir. Parece um incômodo necessário. Faz até sonhar depois com as “indesejáveis”. O interessante é que no sonho consigo me aproximar da bichinha, o que no real ainda não ousei fazer. Sempre chamo alguém para me livrar. Talvez seja prenúncio de coragem. Que seja! Já que os medos rondam. Nesses momentos de crise, tragédias, perdas físicas, financeiras, morais e afetivas, a gente pensa em tanta coisa e percebe o quão tênue pode ser a vida. Nada é certo ou definitivo. Apenas a morte. Vamos às tergiversações: Um dia, alguns jogadores saíram para disputar uma partida e não saíram vivos do avião. Triste! Um dia, uma pessoa chegou feliz para tomar seu café da manhã no trabalho e lhe entregaram a carta de demissão. Triste! Um dia, uma pessoa foi abandonada pelo pai de seu filho. Triste! Um dia um senhor achava ter o controle da situação. Hoje, idoso, mal consegue vestir seu agasalho sozinho. Triste! E por aí vai - dolorosa sensação da fragilidade da condição humana - Ponto para Clarice - E a gente vai se refazendo como pode. Há que se tocar em frente, alimentar bons pensamentos e sentimentos. Acreditar em dias melhores. Entender a tal espiral de aprendizagem que nos transforma todo dia. Quero crer, possa nos tornar um pouco mais gente. E por que não, aprender, também, com os livros de cabeceira.
Os meus me fazem, por um tempo, ser os personagens que depois me devolvem um pouco mais eu. Sei que tristezas e alegrias acontecem. Dentro e fora dos livros. E que posso terminar aqui citando o grande Shakespeare: “Somos feitos da mesma matéria dos sonhos” Que seja! Faz bem acreditar no melhor possível que a vida possa nos oferecer. É seguir buscando.
A gente se coloca no lugar, (ora da protagonista, ora da barata), e vai encarando a dita cuja, sendo tomada pelo asco de enfrentá-la, tocá-la e, muito pior, provar seu sabor. A Clarice tem toda uma maestria na narrativa poética existencialista. A náusea pode representar a angústia que antecede a epifania e resulta na dolorosa sensação de fragilidade da condição humana. E a leitora, aqui, está se deixando conduzir. Parece um incômodo necessário. Faz até sonhar depois com as “indesejáveis”. O interessante é que no sonho consigo me aproximar da bichinha, o que no real ainda não ousei fazer. Sempre chamo alguém para me livrar. Talvez seja prenúncio de coragem. Que seja! Já que os medos rondam. Nesses momentos de crise, tragédias, perdas físicas, financeiras, morais e afetivas, a gente pensa em tanta coisa e percebe o quão tênue pode ser a vida. Nada é certo ou definitivo. Apenas a morte. Vamos às tergiversações: Um dia, alguns jogadores saíram para disputar uma partida e não saíram vivos do avião. Triste! Um dia, uma pessoa chegou feliz para tomar seu café da manhã no trabalho e lhe entregaram a carta de demissão. Triste! Um dia, uma pessoa foi abandonada pelo pai de seu filho. Triste! Um dia um senhor achava ter o controle da situação. Hoje, idoso, mal consegue vestir seu agasalho sozinho. Triste! E por aí vai - dolorosa sensação da fragilidade da condição humana - Ponto para Clarice - E a gente vai se refazendo como pode. Há que se tocar em frente, alimentar bons pensamentos e sentimentos. Acreditar em dias melhores. Entender a tal espiral de aprendizagem que nos transforma todo dia. Quero crer, possa nos tornar um pouco mais gente. E por que não, aprender, também, com os livros de cabeceira.
Os meus me fazem, por um tempo, ser os personagens que depois me devolvem um pouco mais eu. Sei que tristezas e alegrias acontecem. Dentro e fora dos livros. E que posso terminar aqui citando o grande Shakespeare: “Somos feitos da mesma matéria dos sonhos” Que seja! Faz bem acreditar no melhor possível que a vida possa nos oferecer. É seguir buscando.




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