Cenas de um filme: Um senhor pergunta a uma mulher - você é a nova enfermeira? Não. Aqui não é um hospital. O senhor está no avião. Ou - Você é a aeromoça? Não. Sou enfermeira. O senhor está no hospital. Cenas da vida real, que podem ser engraçadas, intrigantes, tristes, entre outras emoções difusas. Principalmente de estranhamento. Quem é esta nova pessoa-velha?
Era apenas uma mãe ou pai, dentro do que se chama de normalidade. Com atitudes previsíveis. Virou velho(a) alienígena. Sai da cama de madrugada para revirar gavetas; Quer montar prateleiras enquanto a casa dorme; Abre a geladeira para fazer xixi... Xinga, cobra direitos, mostra autoridade. Outras vezes, prefere o escuro e silêncio. Olhos fechados sem estar dormindo. Parece distante e desconfiado... Para onde sua mente o conduz? Tem repentes de saudade do que foi um dia. Um executivo? Engenheiro? Professor? Pai de família? Ou o menino, também. Com medo do escuro. Ora tem expressão de feliz e solta larga risada, Ora é só tristeza, olhos marejados. Parece perdido. Tem mais de seu filho, que de seu pai ou mãe.
Era apenas uma mãe ou pai, dentro do que se chama de normalidade. Com atitudes previsíveis. Virou velho(a) alienígena. Sai da cama de madrugada para revirar gavetas; Quer montar prateleiras enquanto a casa dorme; Abre a geladeira para fazer xixi... Xinga, cobra direitos, mostra autoridade. Outras vezes, prefere o escuro e silêncio. Olhos fechados sem estar dormindo. Parece distante e desconfiado... Para onde sua mente o conduz? Tem repentes de saudade do que foi um dia. Um executivo? Engenheiro? Professor? Pai de família? Ou o menino, também. Com medo do escuro. Ora tem expressão de feliz e solta larga risada, Ora é só tristeza, olhos marejados. Parece perdido. Tem mais de seu filho, que de seu pai ou mãe.
Dentro de si guarda uma longa história. Bem maior que qualquer diagnóstico. Tem significados. Pode não saber mais que dia é hoje. Mas reconhece uma voz, cheiro, toque, carinhos familiares. Pode esquecer um nome, grau de parentesco, a casa onde morava, tantos detalhes... mas tem você para lembrá-lo quem é/foi. Gosta de ser acarinhado, de ouvir histórias, música e de ser tratado como aquele que foi um dia. Um pai. Uma mãe. Alguém amado do seu jeito como representava a vida. Agora envelheceu. E pode ter sido visitado por alguma enfermidade. Ainda, assim, singularmente, clama. Reverbera em seu âmago uma voz enfraquecida, quem sabe murmurando: - Apesar do que me tornei, "Sou seu pai". "Sou sua mãe". - Me ouça. Ame. Poderá ser, assim, com você.



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