A MUDANÇA COMEÇA EM NÓS

A vida é uma viagem maravilhosa, mas não é estática. Se você deseja ver mudanças, comece internamente. Acha que precisa melhorar seus relacionamentos? E sua saúde? E sua vida financeira, acadêmica, social


Pois é, se a maneira como você foi até agora não lhe fez obter o que desejava, sua vida precisa de algumas mudanças. Não apenas externas, como mudar de emprego ou se alimentar melhor, mas, mudanças em seus padrões mentais. Você precisa de novos hábitos de pensamento e de comportamento, que gerem ações novas, que te levem a novos destinos. Ou seja, para mudar a sua vida, você precisa estar disposto a mudar alguns aspetos de si mesmo.

Muitas vezes, a parte mais difícil da mudança é realmente decidir-se por ela. Primeiro passo dado e seu crescimento já começa a fluir.

A mudança é uma constante na nossa vida - mesmo que, em certos momentos você possa se sentir paralisado, sem forças para pensar nisto, desmotivado. Não hesite em pedir ajuda. A terapia pode ajudar você a sair desta espiral de inatividade, levantar a âncora, içar as velas e partir para novos mares, tendo o seu bem-estar com bússola. Agende sua consulta!

esperança nos sinais

 

Seguir os sinais. Simplesmente. Estava indo na Paulista para um momento que representa divisor de águas.

Eis que um artista de rua com sua barba longa e branca, quando lhe sorri em cumprimento de bom dia, me chamou: "Vem aqui, vou lhe dar um presente por me olhar nos olhos e sorrir".

Ele com sotaque espanhol pegou folhas de coqueiro, entrelaçou com total habilidade e me entregou o que chama de "esperança", ou louva-a-deus para nós. Me falou coisas de mim que me arrepiaram. Dei uma contribuição para retribuir. Agradeci e segui. O dia estava iluminado, parei na volta numa livraria.
Me presenteei com um livro. Tomei um café dos deuses - esperança me acompanhou - Não tenho pressa nenhuma. Vou continuar plantando sorrisos e gentilezas. Será boa colheita.

Merci cher Highlander


Tem gente que só fala em câncer entre sussurros, dado o medo ou impacto que, ainda, causa. Entretanto, há aqueles que não só falam, como opinam, riem ou discutem o diagnóstico com maestria. Ainda dizem: “é o que temos para hoje, o jeito é lidar”. Conheço um desses. Eu o apelidei de Highlander, tamanha sua força e destreza em lidar com a doença e encarar o que tiver que ser.
Sejam Cirurgias, quiomio, radioterapia ou o que precisar fazer. Ele encara. Com distinção e louvor, ele brinca. Tira sarro de tudo, não lamenta ou se vitimiza. Eu me seguro pra não jogar-lhe confetes demais. Ele não gosta. E nem está no face e curtirá o que escrevo agora. Sei que está indo para a décima cirurgia no novo ano. Mas, como ninguém é de ferro, meu caro Highlander irá antes para Paris. Lá as filhas, genros e netos o esperam para o natal. Já faz planos de se vestir de papai noel e recitar em francês para os netos que o observarão da janela: "Je suis Père Noël et j'apporte des cadeaux pour les enfants". Não é o máximo? Pensei nele enquanto fazia um exame chato de ressonância. Naquele túnel infernal, prendendo respiração, fazendo manobra de esforço, recebendo contraste e ouvindo barulho ensurdecedor da máquina... Fichinha. Pensei, se ELE tira tudo de letra, isso é, apenas, um exame. Fiquei quietinha. Colaborei. Não reclamei.
Foram minutos que pareceram uma eternidade. Pensei no quanto a vida é tênue e majestosa ao mesmo tempo. No quanto seria bom sair de lá, tomar um bom café com leite e traçar pão com manteiga. Sentir o calorzinho do dia seguindo seu rumo. Tudo tão, simplesmente, único. É isto. Feliz natal e "merci beacoup cher Highlander". Feliz natal, todo mundo do face e da vida real. Que ela seja especial e gratificante, todos os dias.

Mais cor nas mesmices


Apurei os ouvidos para os barulhos de todo dia: a algazarra das crianças na saída da escola; buzinas dos carros, ronco das motocicletas; toques de telefones; vozes e sorrisos que se misturam; gorjeio dos pássaros; passos - Meus passos. Sem a mesma pressa de sempre. Ufa! Respiração, desacelerada. Ufa!
Coração ritmado. Ufa! Voz interior, compenetrada na paz e silêncio da alma. Ufa! Me arrepiou - meus próprios sons - Dei um profundo suspiro. Sus – pi – ro - Aquela espreguiçada. Ufa! Veio leveza, brilho e nuances. De Onde? Das mesmices. Ufa!

Tempos de Amor

Destaques do dia: paradinha obrigatório para um café. A moça sorridente do caixa com sua tatuagem na parte superior do coração. Marcas de uma data de aniversário em algarismos romanos.
Pelas contas, 80 anos. Ela me disse ser do aniversário da avó. Sua "vóinha", como ela chama. Mistura de vó e mãezinha que a criou. Que ainda a espera todos os dias no portão. Seus olhos marejaram. Os meus copiaram. Segui capturando amores pelo caminho.
Do carro, vi um senhor de bicicleta e seu fiel amigo ofegante correndo ao lado. Ele parou. Pegou a garrafinha de água, fez um copinho em forma de concha com a mão - Seu cão, saciado, "lambeijou", agradecido - Registros de amor. Marcas de Amor. Tempos de Amor.